Paciente em teleconsulta com profissional de saúde, em ambiente claro, sem produto à mostra.

Acesso legal · uso próprio

Cannabis medicinal, com acesso legal e acompanhamento claro.

Aqui você entende para que serve, como cada forma é usada e quais caminhos a Anvisa prevê. A decisão de indicar, prescrever ou não prescrever é só do profissional que avalia o seu caso.

  • Prescrição de profissional habilitado
  • Uso próprio da pessoa
  • Regras da Anvisa

Fale com o suporte operacional

Dúvidas sobre documentos, autorização e andamento. O suporte não diagnostica, não prescreve e não indica produto.

A jornada

Cinco etapas. Você pode fazer uma ou o caminho inteiro.

Cada etapa tem um responsável diferente: você, o profissional, a Anvisa, o fornecedor e quem opera a entrega. A página organiza. Ela não substitui nenhum deles.

  1. Etapa 1

    Criar o perfil

    Nome, contato e se você é o paciente ou o responsável legal. Um resumo do que você busca já ajuda a avaliação.

    O perfil é seu. Ninguém prescreve nesta etapa. Se você já tem receita válida, pode pular para a etapa 3.

  2. Etapa 2

    Avaliação profissional

    Vídeo ou chat com profissional independente e registro ativo. Ele lê o histórico e define se há indicação.

    O resultado pode ser uma receita, um pedido de exame ou outro caminho. Não há obrigação de prescrever.

  3. Etapa 3

    O produto da receita

    Se houver prescrição, você vê a forma, a composição e o caminho legal daquele produto.

    Quem escolhe a composição é o profissional. A página mostra o que a receita já definiu. Não é um catálogo para comprar.

  4. Etapa 4

    Autorização da Anvisa

    No caminho de importação individual, a página organiza documentos e o pedido no portal do governo.

    Quem analisa e autoriza é a Anvisa. Produto de farmácia com autorização sanitária não passa por este cadastro.

  5. Etapa 5

    Acompanhamento da entrega

    Você acompanha a autorização e a remessa, sempre no seu nome, para uso próprio.

    Quem importa e entrega é o operador daquela remessa. A página mostra o andamento e não armazena produto.

Receita em mãos

Já tem uma receita válida? A consulta nova não é obrigatória.

  1. Passo 1

    Fale com o suporte

    Pelo WhatsApp ou pela área do paciente, se você já tiver conta.

  2. Passo 2

    Envie a receita

    A equipe confere se o documento tem os campos exigidos. Ela não avalia a doença e não altera a receita.

  3. Passo 3

    Siga a autorização, quando for importação

    A análise é da Anvisa. Produto de farmácia segue outro caminho: com a receita correspondente, você procura uma farmácia ou drogaria regularizada. Esta página não indica onde comprar.

Em linguagem direta

O que é cannabis medicinal

É o uso de produtos industrializados, com canabinoides, mediante prescrição, quando o profissional entende que pode ser uma alternativa no seu caso.

Não é uso da planta, da flor nem do fumo. A Anvisa não autoriza, neste enquadramento, a importação da planta in natura, de partes da planta, de flores secas nem de extrato concentrado pensado para via fumada.

O produto não substitui o tratamento que você já faz, a menos que o próprio profissional decida isso.

Produto com autorização sanitária não é a mesma coisa que medicamento com registro. Os dois existem no Brasil. A diferença está na seção dos caminhos legais.

Frasco com conta-gotas, sem rótulo, ao lado de gotas de óleo.

As substâncias

O que cada nome significa para você

Canabidiol (CBD)

A substância mais usada. Não produz o efeito de alteração da percepção. É a mais estudada em crises epilépticas de difícil controle, e também aparece em conversas sobre desconforto, sono e agitação.

Pode causar sonolência, diarreia e alteração de enzimas do fígado, sobretudo em dose alta ou junto com outros remédios.

Tetraidrocanabinol (THC)

Pode ser discutido em dor, espasmo, náusea e apetite. Tem efeito psicoativo.

Acima de 0,2% só entra, pela regra atual, em doenças debilitantes graves ou que ameacem a vida, com receituário mais restrito.

CBG, CBN e outros

Canabigerol, canabinol e outros canabinoides aparecem dentro de extratos, ao lado do CBD. Nos produtos fabricados sob a regra brasileira, eles não são, sozinhos, o insumo principal.

A combinação é escolha do profissional, não um item de cardápio.

Composição

Três jeitos de reunir as substâncias

Isolado

Quase só CBD. Caminho mais discutido quando se quer afastar o THC, por exemplo em parte dos casos de criança ou quando há histórico de psicose. Quem decide é o profissional.

Espectro amplo

CBD mais outros compostos da planta, com THC ausente ou em traço muito baixo.

Espectro completo

CBD, outros canabinoides, terpenos e THC, mesmo que pouco. É aqui que entram as formulações em que CBD e THC se aproximam.

A composição da receita não é cardápio. O profissional escolhe depois de ver o caso.

Formas

Tipos de produto

Imagens ilustrativas. Não são oferta, venda nem recomendação. Nenhuma embalagem desta página representa uma marca.

Frasco âmbar com conta-gotas, sem rótulo, ao lado de gotas de óleo.

Óleo ou solução

O formato mais comum. Gotas sob a língua ou, se a receita disser, engolidas. O profissional consegue ajustar o volume aos poucos.

Farmácia e importação individual.

Cápsulas brancas sem inscrição, em um recipiente de vidro.

Cápsula

Para quem prefere não sentir gosto e quer a dose já dividida. A via é oral.

Farmácia e importação individual.

Frasco branco de spray oral, sem rótulo.

Spray oral ou bucal

Borrifada na boca. Útil quando o conta-gotas é difícil. Só no produto cuja autorização prevê essa via.

Conforme a autorização do produto.

Bisnaga branca de creme, sem rótulo, ao lado de uma porção de creme.

Creme, gel ou pomada

Uso na pele, em dor localizada, desconforto muscular ou queixa de pele que o profissional correlacione. Age mais no local. Evite olho, mucosa e pele ferida, salvo orientação expressa.

Uso dermatológico.

Gomas âmbar sem embalagem, em um recipiente branco.

Pastilha ou goma

Mais frequente na importação individual. Facilita a adesão de quem não tolera óleo. A goma entra na contagem da dose prescrita. Guarde fora do alcance de criança.

Sobretudo importação individual.

Dispositivo inalatório médico branco, sem rótulo e sem vapor.

Forma inalatória industrializada

A regra atual admite via inalatória em produto industrializado autorizado. Isso não inclui cigarro, flor, resina nem extrato para fumar. Se o profissional não prescreveu essa via, ela não é opção.

Só com produto e receita que autorizem a via.

Situações

Para quais quadros se discute o uso

Isto não é uma lista de doenças que se resolvem com cannabis. É o que a literatura e a prática clínica discutem. A indicação é individual. Em muitos casos o uso é de apoio, junto com o tratamento que você já faz.

Respaldo mais consistente

Epilepsias de difícil controle

Em especial as síndromes de Dravet e Lennox-Gastaut e o complexo de esclerose tuberosa. É o uso com protocolo mais claro: em geral solução oral de canabidiol, com THC até 0,2%. Há experiências estaduais de fornecimento no SUS para esses quadros, com critérios próprios. Fora isso, o acesso segue receita e o caminho da Anvisa. Criança e adolescente só com responsável legal e profissional habilitado.

Espasticidade

Rigidez e espasmo, como na esclerose múltipla. Formulações com THC entram só se o quadro se encaixar na regra do receituário restrito.

Náusea e apetite na quimioterapia

Apoio ao cuidado oncológico: náusea e falta de apetite. Não é tratamento do câncer.

Dor crônica

Sobretudo dor neuropática e dor do câncer. Óleo, cápsula ou produto de pele, conforme o lugar da dor.

Uso clínico frequente, evidência em construção

Ansiedade

O CBD é o ponto de partida mais discutido. Não substitui acompanhamento de saúde mental.

Insônia

Formulações discutidas à noite. Em alguns extratos entra o canabinol. Horário e dose são da receita.

Fibromialgia

Dor, sono e tensão muscular. A fibromialgia aparece entre as condições em que produto com THC acima de 0,2% pode ser considerado, sempre com o receituário correspondente.

Transtorno do espectro autista

Relatos e estudos acompanham irritabilidade, agitação, sono e, em parte, a interação. Em criança, o ponto de partida usual é CBD isolado ou espectro amplo. Espectro completo só se o profissional justificar. Não substitui terapia nem escola.

Parkinson

Apoio a sono, dor, rigidez ou náusea. Não é tratamento da doença de base.

Cuidados paliativos

Conforto: dor, náusea, apetite, ansiedade e sono.

Em estudo

Alzheimer, estresse pós-traumático, TDAH e autoimunes

Há pesquisa, e o lúpus entra na conversa regulatória sobretudo quando se discute THC acima de 0,2% em doença debilitante grave. A página explica o que se estuda e não afirma benefício.

Não é indicação automática. Pode haver outro tratamento mais adequado. Efeitos possíveis incluem sonolência, tontura, diarreia, alteração do apetite, mudança de humor e, em dose alta de CBD, elevação de enzimas do fígado.

Leve à consulta e à farmácia a lista completa de remédios. Merecem atenção especial anticonvulsivantes, anticoagulantes, remédios que passam pelo fígado e qualquer coisa que já dê sono, incluindo álcool.

Na gestação e na amamentação, não inicie por conta própria. Leve a dúvida à consulta.

Uso no dia a dia

Como cada forma é utilizada

A dose é a da receita. O profissional costuma começar baixo e ajustar devagar, com retorno marcado. Esta página não informa quantidade.

Óleo

Cápsula

Spray

Creme

Goma

Inalatório

FormaO que você fazO que observar
Óleo sob a línguaConte as gotas da receita, coloque debaixo da língua e espere cerca de um minuto antes de engolir, salvo outra orientação.Gosto, sonolência e irritação da boca.
Óleo engolidoMeça o volume e tome com ou sem alimento, como a receita disser.O efeito pode demorar mais do que o sublingual.
Cápsula, pastilha ou gomaEngula ou dissolva o número exato. Não parta a goma para inventar meia dose, salvo orientação.Não misture com o doce da criança. Guarde fechado.
SprayO número de borrifadas é o da receita, na boca.Não inspire como cigarro.
Creme ou pomadaCamada fina no local. Lave as mãos depois.Não use em ferida aberta, olho ou mucosa.
Inalatório autorizadoSó o dispositivo da receita.Não substitua por flor ou fumo.
  • Guarde conforme o rótulo, longe de sol, criança e animal.
  • Não dirija nem opere máquina até saber como o seu corpo reage.
  • Não empreste o produto. A autorização de importação é daquela pessoa, para uso próprio.
  • Se a sonolência, a confusão, a alergia ou o mal-estar apertar, procure o profissional ou um serviço de urgência.
  • Não suspenda anticonvulsivante nem outro remédio contínuo por conta própria.
  • O ajuste faz parte do tratamento. Volte à avaliação em vez de mudar a dose sozinho.

Regra sanitária

Dois caminhos legais

Prateleira de farmácia com frascos e caixas sem rótulo, e um profissional ao fundo.

Farmácia, com autorização sanitária

A fabricação, a importação comercial e a dispensação seguem a RDC nº 1.015/2026, que sucedeu a RDC nº 327/2019. O produto não é medicamento registrado: tem autorização sanitária. O insumo é CBD isolado ou extrato de planta com CBD dominante.

  • THC até 0,2%: receita de controle especial, com validade curta (30 dias na regra de dispensação).
  • THC acima de 0,2%: notificação de receita mais restrita, em geral para doença debilitante grave ou que ameace a vida, mais uma receita com a posologia.
  • Este caminho não exige o cadastro de importação individual.
  • A página não indica farmácia.
Caixa de papelão sem marca sobre uma mesa, ao lado de uma planta.

Importação pela própria pessoa

A RDC nº 660/2022 autoriza, em caráter excepcional, a importação por pessoa física, para uso próprio, com prescrição. Esses produtos não possuem registro sanitário no Brasil. A Anvisa não avaliou eficácia, qualidade e segurança deles como avalia um registro.

  • Receita com nome do paciente, nome do produto (não basta escrever “CBD”, “óleo de cânhamo” ou “extrato”), posologia, data, assinatura e número do conselho.
  • Cadastro no serviço do governo federal, em nome do paciente ou do responsável legal.
  • Produto que já consta da lista publicada pela Anvisa tende a análise simplificada. Produto fora da lista passa por análise técnica.
  • A autorização vale por dois anos, para importar o produto autorizado, apresentando a prescrição nas remessas.
  • A compra no exterior é no seu nome. O desembaraço exige a documentação. Quem importa é o responsável daquela operação.

Abrir o serviço oficial de autorização de importação

Papéis sobre a mesa, com o texto ilegível, uma caneta e um óculos.

Documento

O que a receita precisa mostrar

Confira antes de enviar ao suporte. Se faltar campo, a equipe devolve a lista e orienta você a pedir complemento ao profissional. O suporte não redige receita.

  • Nome completo do paciente
  • Nome do produto, não só a sigla da substância
  • Quanto usar, quantas vezes ao dia e por qual via
  • Data
  • Assinatura e número de registro no conselho
  • De preferência eletrônica, com certificado digital

Responsável legal ou procurador pode conduzir o cadastro de importação quando for o caso. O documento de identidade do paciente entra no pedido.

Dúvidas

Perguntas frequentes

A plataforma prescreve ou vende?

Não. Ela não diagnostica, não prescreve, não comercializa, não importa, não armazena e não entrega produto. A compra, quando existe, ocorre entre você e a empresa autorizada.

Quem pode prescrever?

Profissional legalmente habilitado, com registro ativo. Na regra de dispensação vigente, médico e cirurgião-dentista na sua área. A norma de importação não exige uma especialidade. A decisão continua sendo de quem avalia o caso.

A avaliação pode concluir que cannabis não é o caminho?

Pode. Esse resultado é tão válido quanto uma receita.

Funciona em todo o país?

O pedido e a teleconsulta, sim. Entrega e execução dependem de quem opera cada etapa.

Quanto custa a consulta?

O valor é definido pelo profissional, pago a ele, com nota no seu nome.

Preciso de autorização da Anvisa para comprar em farmácia?

Não. A autorização da RDC nº 660/2022 é da importação individual.

Posso importar flor ou óleo para fumar?

Não, neste enquadramento. Planta, flor, fumo e extrato concentrado para via fumada ficam de fora.

Criança pode usar?

Só com responsável legal, prescrição e o caminho sanitário aplicável. O caso mais estabelecido é a epilepsia de difícil controle, não o uso geral.

E se a Anvisa não autorizar?

Você recebe o retorno no canal do governo. A plataforma não recorre no seu lugar e não troca o produto da receita por conta própria.

O que acontece com os meus dados?

A proteção segue a Lei Geral de Proteção de Dados, na mesma política do restante do site.

Política de privacidade

Informações regulatórias

Esta página existe para apoiar pacientes que buscam informação e acesso legal a tratamentos com cannabis medicinal como possível alternativa terapêutica.

A decisão sobre indicação, prescrição ou não prescrição cabe exclusivamente ao profissional de saúde habilitado, de acordo com a avaliação clínica individual e a autonomia técnica dele.

Conforme orientação da Anvisa, os produtos importados pela RDC nº 660/2022 não possuem registro sanitário no Brasil. A autorização de importação é excepcional, destinada à pessoa física, para uso próprio, mediante prescrição e cumprimento dos requisitos aplicáveis.

As imagens são ilustrativas e não representam oferta, venda ou recomendação de produto. O acesso depende de avaliação profissional, de eventual prescrição e da regra vigente.

O próximo passo é uma conversa, ou a receita que você já tem.

Se ainda não houve avaliação, comece por ela. Se a receita já existe e está completa, o suporte organiza a parte administrativa.

Fale com o suporte operacional

Dúvidas sobre documentos, autorização e andamento. O suporte não diagnostica, não prescreve e não indica produto.